Alegoria humana
“Four legs good, two legs bad”
Aritmética básica na Manor Farm, renomeada Animal Farm segundo os preceitos do Animalismo.
Um paradoxo em si, dado que vários dos animais de “classe mais operária” como as aves, tais como galinhas, patos, gansos, encaixam no dogma de duas patas. O reflexo do draconianismo dos regimes comunistas totalitários.
Uma fábula política, descomplicada porém excepcional.



Uma crítica ao Homem, à sua (des)organização política e um grito de alerta para a demagogia e os crimes que esta motivou em vários regimes do século XX.
Inovador para a sua época, Animal Farm mantém-se surpreendentemente actual por muito tempo que passe, pois os vícios, defeitos e vicissitudes humanos são para sempre.
É essa crítica de costumes e de ideologias vazias e contraditórias que Orwell elabora com mestria e com excelente eloquência (como aliás fez também magistralmente em 1984 com os respectivos totalitarismo e doublethink).
Um clássico curto, obrigatório, que se lê de rajada e com a promessa de repetição. Pelo menos para aprendermos com os erros da História e para que os porcos não sejam confundidos com homens.
4.4
Quinta dos Animais [Animal Farm] (1945). Cavalo de Ferro. 176 pág.
Após entrar para o domínio público e “libertar” os direitos de autor, várias editoras (re)lançaram em 2021 as obras imperdíveis de George Orwell. Sugestão das melhores edições: Antígona, Cavalo de Ferro (link Wook), Livros do Brasil, Relógio de Água (versão novela gráfica, link Bertrand).
