
Bem-vindos a um blog com a missão despretensiosa de incitar a ler mais e melhor, a analisar criticamente obras fundamentais da literatura e a partilhar a paixão pelos livros. O livro, um conjunto de páginas impressas atadas entre si, é tão imortal quanto o deixarmos sê-lo. É um artefacto que sobreviveu à evolução humana e está para ficar. Numa sociedade em modo instantâneo, a prática da leitura pode contrastar: é um deleite prolongado que requer foco e a participação activa do leitor. O pay-off é garantido. Pode nos abrir portas para um novo mundo, pode nos dar a conhecer melhor o nosso, ou ainda mostrar como coabitam outros mundos.
O nome é em si paradoxal, propondo-se ser o contrário do peso de um calhamaço, um volume maciço e do qual se tem fastio de aproximar. O Calhamaço pretende, simplificadamente:
i) incitar a leitura;
ii) estimular a reflexão crítica;
iii) simplificar as obras obrigatórias da literatura mundial;
iv) divulgar a literatura e cultura lusófona.
Pese embora navegando num oceano de subjectividade, esperamos poder apartar num porto de abrigo onde o diálogo se encontra.
Nasce assim o Calhamaço da vontade de preencher esse vazio na blogosfera na língua de Camões, visto já abundarem uma panóplia de blogs anglo-saxónicos, do nosso país vizinho ou mesmo do país irmão, com um espólio riquíssimo mas que naturalmente tende mais para conteúdos espanhóis ou brasileiros. Outras páginas especializam-se no anúncio de novos lançamentos ou em géneros específicos como young adult (YA), não-ficção, sci-fi ou fantástico. Aqui analisaremos livros contemporâneos, modernos e clássicos da literatura, com algum enfoque na descoberta de obras da lusofonia, mas também descobriremos outros exemplares que nos façam reflectir criticamente.
O Calhamaço nasceu
da vontade de ler mais e melhor,
de analisar criticamente obras da literatura,
de partilhar a paixão pelos livros.
Numa altura de incerteza sem precedentes (cf. a pandemia causada pelo novo coronavírus), o infame bloqueio criativo (writer’s block) é uma ameaça premente e tenaz. Combater o perfeccionismo exagerado que é castrador do progresso e do sucesso, e com ele, a procrastinação, é outro dos objectivos a que me proponho com a leitura regular e a consequente análise com a publicação de críticas ou reviews às obras lidas. A título pessoal, espero conseguir passar as ideias e reflexão crítica para o papel e materializar o pensamento.
No início deste ano bizarro, frequentei um workshop de liderança onde nos foi proposto idealizar e expressar o nosso maior sonho. Uma questão simples, porém susceptível a tanta reflexão, ponderação e racionalidade. O tempo não estava do nosso lado, com um par de minutos para chegar ao derradeiro acto de escrever o sonho num balão de hélio que nos acompanharia ao longo da jornada, escrevi legivelmente: “Escrever um livro”.
Creio que fui motivado pela máxima da realização pessoal: i) plantar uma árvore, ii) escrever um livro, iii) ter um filho. Todavia, a verdade é que sempre almejei partilhar as minhas ideias e atingir o cume criativo de ter um manuscrito original com o meu nome gravado na capa. Quiçá este blog seja a rampa de lançamento para esse desejo, pela disciplina e exercício criativo que importa imprimir na redacção dos posts e concomitante leitura regular. Confesso que vou aprendendo pelo caminho e assim como os fundadores do Airbnb ao lançar o seu website e acolhendo os primeiros visitantes em colchões de ar no seu apartamento, “montar uma aeronave em pleno voo”.
Outra missão deste blog prende-se com a descoberta dos melhores livros de sempre.
Tendo a sorte e virtude de nascer num país e cultura com uma herança literária tão rica como é a lusitana, senti-me chamado a colocar um foco e descobrir a nossa cultura portuguesa e escritores lusófonos.
Em 2020, propus-me ao desafio de ler um clássico por mês e escrever uma análise, crítica ou review de cada obra aqui. A rúbrica tem o epíteto ‘Corrida da Clássico’, e tal como nessas demonstrações de chapa vetusta, mais do que vencer importa mostrar a diversidade e idiossincrasia das diferentes obras.
Para comprar os livros analisados ou recomendados, sugerimos as nossas parceiras: Bertrand
Bertrand: a mais antiga livraria do mundo em funcionamento (desde 1732)
Wook: a livraria portuguesa online com o catálogo https://www.bertrand.pt/?a_aid=5e826875cda21mais vasto.
Obrigado por lerem desse lado e participem!
Assim, arrumaremos com um calhamaço de cada vez.

Vamos a isso!
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